Chorinho
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Fachada da Casa Chorinho

A Casa

Um lugar que não parece uma instituição — porque não é

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Quem somos

A história da Casa Chorinho

O Chorinho começou numa tarde de junho de 2019, quando a família Alcântara decidiu abrir a casa da avó Odete — um sobrado de 1938 na Rua Voluntários da Pátria — para receber outras pessoas que precisavam de companhia com qualidade, não de vigilância com cortesia.

Odete era pianista amadora e não tolerava o silêncio de corredor que encontrou nas primeiras residências que visitou. A pergunta que ficou foi simples: por que não há uma casa onde a música seja do dia, não do programa de aniversário?

Em julho daquele ano, os primeiros três residentes chegaram com suas malas e seus discos. Desde então, a casa manteve a mesma disposição: sala de música aberta, cozinha com cheiro de almoço e quartos que parecem de casa mesmo.

A Casa Chorinho não tem enfermaria, não tem jardineiras padronizadas e não organiza visitas com hora marcada. O que tem é um programa musical consistente — quartas e sextas de tarde, com músicos de choro, bossa nova e MPB do bairro — e uma cozinha que cozinha de verdade.

Nossa missão é simples de dizer e trabalhosa de fazer: que cada pessoa que mora aqui ou vem às tardes sinta que está em casa — e não num serviço.

O nome Chorinho não é só musical. É também a forma carinhosa que Odete usava para chamar as pessoas que gostavam, uma a uma.

Quem cuida da casa

A equipa

MA

Mariana Alcântara

Coordenadora da Casa

Neta de Odete e responsável pela programação e pelo cotidiano. Formada em Administração pela PUC-Rio, aprendeu a cozinhar antes de aprender a fazer planilhas.

RF

Rogério Ferreira

Músico Residente

Violonista com vinte anos de choro nos clubes da Lapa e do Méier. Coordena a programação musical, seleciona os músicos convidados e mantém o arquivo de discos da sala.

CS

Cláudia Santos

Cozinheira e Anfitriã

Trinta anos de cozinha doméstica no Botafogo, da casa de família à marmita. No Chorinho, cuida das quatro refeições e da lista do mercado — feita a mão, em papel.

Como trabalhamos

Padrões da casa

Privacidade e discrição

Informações dos residentes e visitantes são tratadas com discrição. Não compartilhamos dados com terceiros sem consentimento. Nada é publicado nas redes sem pedido expresso.

Limpeza e conservação

Os quartos são limpos diariamente. As áreas comuns passam por limpeza completa duas vezes por semana. A casa é vistoriada mensalmente por profissional externo.

Alimentação de origem local

Os ingredientes são comprados no mercado do bairro, três vezes por semana. O cardápio é organizado com atenção às preferências dos residentes e evita ultraprocessados.

Ambiente sem ruído excessivo

A música na sala cessa às 21h. Os quartos têm isolamento acústico básico. Há uma área de silêncio — a sala de leitura — onde não se faz chamadas de voz.

Segurança do imóvel

O sobrado tem sistema de alarme ativo, corrimão em todos os corredores, piso antiderrapante nas áreas molhadas e extintor em cada andar. Laudo de vistoria técnica de julho de 2025.

Transparência com as famílias

Cada residente mensal tem uma conversa de acompanhamento com a coordenação a cada trinta dias. A família recebe um resumo simples do mês — por escrito, sem jargão clínico.

Notas da Manga

O que acreditamos sobre envelhecer bem no Rio

Botafogo é um bairro que ainda permite sair a pé para a farmácia, sentar num banco de praça e voltar sem precisar de carro. É um fator que pesou na escolha do endereço — e que pesa na qualidade de vida de quem mora no Chorinho.

A hospedagem com programação cultural não é um acréscimo de luxo. Para muitas pessoas, uma semana sem música é uma semana mais longa e menos própria. A Casa Chorinho parte dessa constatação simples para organizar sua semana ordinária.

Não somos um serviço médico. Isso significa que há coisas que não fazemos — e que dizemos isso com clareza desde o primeiro contato. Significa também que o que fazemos, fazemos com atenção: acolher, alimentar, criar condições para que a pessoa viva a sua semana com algum prazer.

Trabalhamos com três formatos — sócio de tardes, estadia de dez dias e residência mensal — porque nem toda necessidade é igual nem ocorre na mesma fase. A família que procura um lugar para a mãe enquanto reforma o apartamento tem uma necessidade diferente da pessoa que decide, ela mesma, que prefere viver numa casa com música.

Próximo passo

Venha conhecer a casa

Uma visita não compromete nem obriga. Basta marcar um horário e aparecer — com ou sem a família.

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